O viajante (sabe)

A manifestação de quem nós somos também se manifesta pelas dúvidas e pelas perguntas que se auto-coloca ao longo da jornada. Até para questionar o concreto e o coerente, é necessário no viajante silencioso, o espírito da procura que escala as montanhas dos seus próprios porquês. Se a vontade de conhecer os seus próprios sentimentosContinuar lendo “O viajante (sabe)”

Diálogo com as Estrelas

Podia contar mil um segredos ás estrelas. Sei que não se cansam. Sei que nelas há vida, mesmo que não haja uma reciprocidade directa. Existem duas coisas com quem tenho conversas intermináveis, todos os dias – a minha consciência, e as estrelas – Converso tanto comigo mesma, que às vezes me pergunto como posso euContinuar lendo “Diálogo com as Estrelas”

Setenta Vezes Sete

Estou com trinta. Hoje é domingo e apeteceu-me falar sobre realidades. Estava sentada, quando uma coisa me saltou à vista. Imediatamente, proferi silenciosamente, teorias acerca, teorias essas, que de repente me levaram a um excesso de realidade – sofro muitas vezes deste síndrome – excesso de realidade – já escrevi sobre ele. E entretanto lembrei-meContinuar lendo “Setenta Vezes Sete”

(Excesso de) Lucidez

Gozo de um excesso de lucidez. Quem não pensa, não sabe. Não se conhece, nem conhece os labirintos do mistério, das perguntas, das justificações, das probabilidades… Quem pensa demais, sofre demais, sente demais, mas goza de qualquer coisa que não sabe bem definir, talvez um excesso de lucidez, de pensamentos compulsivos, ou de um estadoContinuar lendo “(Excesso de) Lucidez”