Diálogo com as Estrelas

Podia contar mil um segredos ás estrelas. Sei que não se cansam. Sei que nelas há vida, mesmo que não haja uma reciprocidade directa.

Existem duas coisas com quem tenho conversas intermináveis, todos os dias – a minha consciência, e as estrelas – Converso tanto comigo mesma, que às vezes me pergunto como posso eu falar tanto para mim própria, quando a minha consciência sou eu, mas às vezes parece um aparte de mim – falo de mim para mim, e de mim, às vezes, sei lá para quem…

Com as estrelas falo quando as vislumbro. Com as estrelas, se me pudesse juntar a elas, lá no alto, não voltaria tão cedo – talvez deixasse de falar tanto comigo – Os seus próprios silêncios, são reconfortantes, e olhar o conjunto delas é de uma sensação de plenitude como não existe, quando olhamos para as realidades existentes no solo.

As minhas conversas com as estrelas são sempre mais pequenas, mas talvez sejam as mais profundas: quando as vejo, sinto toda a força das minhas crenças ali. É como se tivesse ali todos os Deuses, toda a Criação. Não me sinto nada só. Sinto que falo para algo maior, e sinto que me ouvem. São conversas puras. Genuínas. De coração. De entrega. As conversas de mim para mim, são diferentes: coloco as cartas na mesa. Analiso, questiono, procuro e respondo-(me). É uma troca constante. É um diálogo sempre mutável…

Mas ao diálogo com as estrelas, não: talvez seja ali o meu altar da fé.

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